HISTÓRIA
Canindé integrava as sesmarias de 30 léguas
doadas pelo governador de Pernambuco D. João de Souza a família do
desembargador baiano Cristóvão Burgos e Contreiras. Posteriormente as terras
fizeram parte do morgado de Porto da Folha.
A sede municipal começou a ganhar vida no final do século XIX quando Coronel
Chico Porfírio comprou as terras e construiu sua casa próxima ao rio São
Francisco onde fundou um curtume que atraiu diversas pessoas para o local. Em
1936, quando tinha 120 casas, o lugarejo passou a ser um distrito pertencente a
Porto da Folha, já em 1938 ganhou a condição de Vila e no dia 25 de novembro de
1953 a Lei nº 525-A garantia a emancipação política de Canindé do São
Francisco.
Os trinta anos seguintes passaram sem maiores mudanças, a cidade pouco cresceu
e o seu povo sempre levando uma vida pacata marcada pelas pescarias e pelas
farras acompanhadas de um bom banho nas águas do rio São Francisco. Era um povo
simples, mas feliz, onde a amizade e a solidariedade faziam com que todos os
moradores vivessem como irmãos. Porém, essa tranquilidade que parecia eterna teve dia e hora para acabar. Em
meados da década de 80, com o início das obras da Usina Hidrelétrica de Xingó,
a cidade de Canindé do São Francisco teve que ser transferida para um local
mais alto e um pouco afastada do rio São Francisco, já que no local onde a
cidade estava instalada foi considerado área de risco. Outro motivo para a
mudança da sede municipal de Canindé do São Francisco foi a falta de espaço
para a expansão já que estava localizada em um estreito vale, espremida entre o
rio e um conjunto de altos morros.
A nova cidade, maior e mais moderna, foi inaugurada pelo então Presidente da
República José Sarney no dia 06 de março de 1987. Desde então impulsionada pela
Usina de Xingó, Canindé não parou mais de crescer, confirmando a previsão de
expansão citada anteriormente. Com o progresso chegou também violência, uma
página negra da história do município, marcada por diversos crimes políticos
provocados principalmente pela disputa de uma receita de mais de 2 milhões de
reais mensais, a segunda maior do estado deste que a hidrelétrica entrou em
operação. A antiga Canindé foi totalmente demolida, passando a existir apenas em antigas
fotografias e nas lembranças dos seus velhos moradores que ainda hoje choram a
saudade de uma vida simples porém gostosa que ficou enterrada junto aos
entulhos da cidadezinha destruída.
POPULAÇÃO
O município possui uma população de 17.749
habitantes, sendo que 9.301 vivem na zona urbana e 8.448 na zona rural (senso
2000) e pertence à microrregião do Sertão Sergipano do São Francisco,
apresentando um clima semiárido, incluído na área denominada de polígono das
secas, considerada uma das regiões mais problemática do Brasil. São comuns no
município de Canindé do São Francisco assim como em todo o sertão nordestino,
longos períodos de estiagem o que causa um enorme prejuízo para os agricultores
das áreas não irrigadas já que grande parte da população canindeense vive da
agricultura e nos períodos de seca perdem suas plantações e em muitos casos
seus animais.
FONTES DE RENDA
Principal fonte de renda da população
canindeense é a agricultura, atividade que enfrenta muitas dificuldades para
ser praticada, pois o clima não é favorável, o que explica o grande sofrimento
da população nos períodos de seca quando faltam água e comida para os animais e
em muitos casos também para as pessoas. São comuns os anos em que os
agricultores plantam e não colhem por falta de chuvas, o que deixa a população
a mercê de medidas paliativas dos governos como cestas de alimento, frentes de
serviços e caminhões-pipa com água, já que na maioria das propriedades rurais
não existe água encanada. As principais receitas
municipais provêem da agricultura (milho, tomate, feijão e algodão), pecuária
(bovinos, caprinos e ovinos), avicultura (galináceos) e da atividade turística
na região da Hidrelétrica de Xingó.
BENEFÍCIOS E NÃO BENEFÍCIOS
É ainda no rio São Francisco que está instalada
Usina Hidroelétrica de Xingó, responsável pela maior parte da arrecadação
municipal, fazendo de Canindé um dos municípios mais ricos do estado, além de
ter transformado a região em um dos mais importantes polos turísticos do estado
de Sergipe. No entanto, esta riqueza é mal distribuída, fazendo com que boa
parte da população seja bastante pobre.
A hidroelétrica de Xingó não trouxe apenas vantagem, causou também um forte
impacto ambiental já que várias espécies animais e vegetais perderam o seu
habitat natural, principalmente nos vários quilômetros de terra que ficaram
submersos no lago da usina. Quem também sofreu as conseqüências negativas foi à
população da antiga Canindé que viu o seu lugar ser demolido pelos tratores da
Construtora Xingó.
COMPONENTES: BRENDA NAYARA, INGRID LIMA, JOAQUIM FIDEL, YANCA SOARES.
PROFESSORA: PATRÍCIA OLIVEIRA.
USINA HIDROELÉTRICA DE XINGÓ
Nenhum comentário:
Postar um comentário